sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mostra David Lynch


No Laboratório de Audio e Video 2 (ao lado do auditório):

Dia 03/05/2010 (Segunda-Feira)
16 Horas


THE SHORT FILMS OF DAVID LYNCH

Sinopse: Filme contando o começo da carreira e história de Lynch que não são poucas coisas, contêm os curtas que ele fez desde o ínicio até quando já estava no auge. Na entrevista David explica o que levou a criar as histórias e algumas curiosidades que aconteceram em sua vida. Quem gosta do diretor e seus filmes é um filme obrigatório.

Ficha Técnica:

Título Original: The Short Films of David Lynch
Duração: 97minutos.
País de Lançamento: EUA
Ano de Lançamento: 2002
Direção: David Lynch




Dia 14/05/2010 (Sexta-Feira)
16 Horas



VELUDO AZUL

Sinopse: O inocente Jeffrey Beaumont (Kyle MacLachlan) percebe que sua perfeita cidade natal não é tão normal assim, quando ele descobre uma orelha humana em um terreno baldio. Sua investigação o leva a um tentador e erótico mistério envolvendo uma perturbada cantora de boate (Isabella Rossellini) e um sádico viciado (Dennis Hopper). Logo Jeffrey passa a fazer cada vez mais parte da depravada existência desse estranho par... até um ponto sem volta.

Ficha Técnica:

Título Original: Blue Velvet
Duração: 120 minutos.
País de Lançamento: EUA
Ano de Lançamento: 1986
Direção: David Lynch




Dia 21/05/2010 (Sexta-Feira)
16 Horas



ESTRADA PERDIDA

Sinopse: Fred Madison (Bill Pullman) é um saxofonista de jazz vanguardista que é casado com Renee (Patricia Arquette). Fred suspeita que Renee pode ser infiel a ele, mas percebe que tem coisas maiores para se preocupar quando alguns vídeos aparecem na porta da sua casa, provando que alguém está observado a casa por fora e por dentro (um vídeo mostra ele e Renee dormindo). Quando Renee é encontrada morta, Fred é preso e condenado por homicídio em primeiro grau. Entretanto em uma manhã não está mais em sua cela e se transformou aparentemente em Pete Drayton (Balthazar Getty), um jovem mecânico de automóveis que é libertado mas tolamente se envolve com a mulher de Dick Laurent (Robert Loggia), um gangster, chamada Alice Wakefield (Patricia Arquette), uma loira bem sensual que é exatamente igual a Renee.

Ficha Técnica:

Título Original: Lost Highway
Duração: 135 minutos.
País de Lançamento: EUA/França
Ano de Lançamento: 1997
Direção: David Lynch




Dia 28/05/2010 (Sexta-Feira)
16 horas



CIDADE DOS SONHOS

Sinopse: Um acidente automobilístico na estrada Mulholland Drive, em Los Angeles, dá início a uma complexa trama que envolve diversos personagens. Rita (Laura Harring) escapa da colisão, mas perde a memória e sai do local rastejando para se esconder em um edifício residencial que é administrado por Coco (Ann Miller). É nesse mesmo prédio que vai morar Betty (Naomi Watts), uma aspirante a atriz recém-chegada à cidade que conhece Rita e tenta ajudar a nova amiga a descobrir sua identidade. Em outra parte da cidade o cineasta Adam Kesher (Justin Theroux), após ser espancado pelo amante da esposa, é roubado pelos sinistros irmãos Castigliane.

Ficha Técnica:

Título Original: Mulholland Drive
Duração: 140 minutos.
País de Lançamento: EUA/França
Ano de Lançamento: 2001
Direção: David Lynch



Endereço: Av. Luciano Carneiro, 345 - Fortaleza - Ceará




Trechos retirados do livro "Em Águas Profundas", de David Lynch


O COMEÇO

Comecei como uma pessoa comum que cresceu no noroeste dos Estados Unidos. Meu pai era um pesquisador do Departamento de Agricultura que se dedicava ao estudo das árvores. Por isso, eu vivia na mata. E para as crianças, a mata é mágica. Eu morava numa cidade pequena, nesse tipo de lugar que as pessoas chamam de roça. Meu mundo se resumia a um ou talvez dois quarteirões da cidade. Tudo acontecia naquele espaço. Todos os sonhos, todos os amigos habitavam aquele mundinho. Mas para mim aquele mundinho parecia vasto e mágico. Havia tempo de sobra para sonhar e ficar com os amigos.
Eu gostava de pintar e desenhar. E equivocadamente pensava que, quando amadurecemos, deixamos de pintar e desenhar para fazermos coisas mais sérias. Ainda estava no ginásio quando minha família se mudou para Alexandria, na Virgínia. Certa noite, no jardim da casa de minha namorada, eu conheci um cara chamado Toby Keeler. Durante a conversa fiquei sabendo que o pai dele era um pintor. Achei que se tratava de um pintor de paredes, mas nas nossas conversas ele disse que o homem era um artista, e dos bons.
Essa descoberta mudou a minha vida. Embora eu também tivesse um certo interesse pela ciência, de repente me vi convicto de que queria ser pintor. E que queria viver e respirar arte.


A VIDA DA ARTE

No segundo grau eu li O espírito da arte, um livro de Robert Henri que versa sobre a vida artística. Para mim, viver a arte significava dedicar-se à pintura, uma dedicação absoluta que tornava tudo o mais secundário.
"Só com esse tipo de dedicação é que poderei me aprofundar e descobrir as coisas", eu pensava. Seguindo esse raciocínio, tudo o que desvia o indivíduo do caminho da descoberta não faz parte da vida artística. Na realidade, a vida artística implica liberdade. Eu também acho que isso parece um pouco egoísta, mas não é assim. Isso só significa que se precisa de tempo.
Bushnell Keeler, o pai do meu amigo Toby, sempre dizia: "Se você quer uma hora de boa pintura, terá que dispor de quatro horas só para si".
Isso é basicamente verdadeiro. Ninguém começa a pintar de cara. Antes você tem que se sentar por algum tempo e elaborar uma idéia, para só depois colocá-la em prática da melhor forma possível. E você também precisa ter alguns materiais à disposição. É preciso fazer, por exemplo, rascunhos para as telas. A preparação de um quadro pode demandar muito tempo. Só depois se consegue seguir em frente. A idéia tem que ser suficiente para se começar; mesmo porque, para mim, tudo o que vem adiante é um processo de ação e reação. É sempre um processo de construção e destruição. E, após essa destruição, a descoberta de algo e sua elaboração. A natureza desempenha um papel nesse processo. Reunir materiais difíceis - como assar alguma coisa ao sol ou utilizar um material que se contrapõe a outro - termina por causar sua própria reação orgânica. O negócio é então se sentar e estudar e estudar e estudar; de repente se dá um salto da cadeira e se passa a fazer a próxima coisa. Isso é ação e reação.
Mas se você está preocupado porque 30 minutos depois estará em algum lugar, não há como criar. Por isso, a vida artística implica liberdade; é preciso tempo para que as coisas interessantes possam acontecer. Nem sempre há muito tempo para as outras coisas.


O JARDIM À NOITE

Eu era então um pintor. Pintava e frequentava a escola de arte. Não tinha o menor interesse em filmes. De vez em quando assistia a um filme, mas o que me interessava mesmo era a pintura.
Um dia eu me instalei numa sala ampla da Academia de Belas Artes da Pensilvânia. Era uma sala dividida em cubículos. Eu estava lá no meu cubículo; o relógio marcava quase três horas da tarde. Havia um quadro em andamento; um jardim à noite. Era uma tela muito sombria, com plantas emergindo da escuridão. De repente, tive a impressão de que as plantas se moviam e cheguei até a ouvir o vento. Eu não estava sob o efeito de drogas! Então, pensei, "ora, como isso é fantástico". E comecei a me perguntar se o filme não seria uma maneira de pôr a pintura em movimento.
No final de cada ano havia um concurso para pinturas e esculturas. Eu tinha feito alguma coisa para esse concurso no ano anterior e pensei na mesma hora: farei uma pintura em movimento. Fiz uma tela enorme - 1,82m por 2,50m - e nela projetei um filme rudimentar. Ele se chamava Seis Homens Adoecendo. Achei que esse filme seria o ápice da minha carreira de cineasta, porque gastei uma fortuna para fazê-lo: 200 dólares. Assim, pensei, "simplesmente não tenho grana para seguir nessa estrada". Mas um estudante mais velho viu o projeto e financiou um outro trabalho meu para a casa dele. E dessa maneira comecei a carreira de cineasta. Depois disso, o caminho se abriu. Então, pouco a pouco - ou melhor, passo a passo - eu caí de amores por esse veículo.


ABRIR AS CORTINAS

É tão mágico - não sei por quê - quando se entra no cinema e as luzes se apagam. Tudo fica em silêncio e depois as cortinas começam a se abrir. Muitas vezes são cortinas vermelhas. E penetramos em outro mundo.
É maravilhoso quando essa experiência é compartilhada. E continua maravilho quando estamos em casa e temos nosso próprio cinema à frente, embora não seja o ideal. A tela do cinema é melhor. Essa é a maneira de se entrar no mundo.


CINEMA

O cinema é uma linguagem. Eu posso dizer coisas - grandes e abstratas. E adoro isso.
Nunca fui muito bom com as palavras. Algumas pessoas são poetas e têm um jeito maravilhoso de se valer das palavras para dizerem o que querem. Mas o cinema é uma linguagem singular. E com essa linguagem podemos dizer muitas coisas porque dispomos de tempo e seqüências. Há diálogos. Há música. Há os efeitos sonoros. Você tem muitos recursos. E assim pode expressar emoções e pensamentos que não poderiam ser expressos de outro modo. O cinema é um meio mágico.
Acho extraordinário poder pensar em cenas e sons fluindo juntos em tempo e seqüencia, fazendo algo que só pode ser feito por intermédio do cinema. E não são apenas palavras e música; reúne-se uma variedade de elementos que realizam algo completamente novo. Isso é contar histórias. É apresentar um mundo, uma experiência que os outros só terão se assistirem ao filme.
Sou apaixonado pela forma com que o cinema é capaz de expressar as idéias que capto para fazer os filmes. Gosto de histórias impregnadas de abstração, e isso o cinema pode fazer.


INTERPRETAÇÃO

O filme deve se bastar. É um absurdo o cineasta dizer com palavras o que significa um filme em particular. O mundo do filme é uma criação e às vezes as pessoas gostam de penetrar nesse mundo. Para elas, é um mundo real. E quando essas pessoas descobrem de que forma alguma coisa é feita, ou o seu significado, isso continua na cabeça quando elas assistem ao filme outra vez. E o filme se torna então diferente. Acho válido e muito importante que se conserve esse mundo e não se revelem certas coisas que poderiam estragar a experiência.
Não precisamos de nada além da obra. Existe uma grande quantidade de livros escritos por autores já falecidos e não precisamos desenterrá-los de suas covas. Mas podemos pegar um desses livros para ler e talvez as palavras provoquem sonhos e idéias a respeito das coisas.
Algumas vezes as pessoas dizem que não conseguiram entender um filme, mas na verdade entendem muito mais do que percebem. E isso acontece porque todos somos abençoados pelo dom da intuição; nós temos realmente o dom de intuir as coisas.
Embora alguém possa dizer que não entende de música, a maioria a vivencia emocionalmente e há de concordar que ela é uma abstração. Não é preciso traduzi-la com palavras, basta ouvi-la.
O cinema é muito parecido com a música. Ainda que seja abstrato, as pessoas tendem a apreendê-lo intelectualmente e traduzi-lo em palavras. E, quando não conseguem fazer isso, sentem-se frustradas. Mas essas pessoas acabam extraindo uma explanação de dentro delas, quando se permitem a isso. Se conversassem com os amigos, logo veriam as coisas com clareza e distinguiriam o que é do que não é. E poderiam concordar com os amigos ou mesmo questioná-los, mas como concordar ou discordar se ainda não sabem do que se trata? O mais interessante é que as pessoas realmente sabem mais do que pensam que sabem. E quando elas opinam, quando falam daquilo que sabem, tudo se torna mais claro. E quando percebem alguma coisa, isso pode ser um pouco mais esclarecido na troca de idéias com os amigos. É assim que se chega a uma conclusão. Uma conclusão que pode ser válida.


LOST HIGHWAY

Na época em que escrevi o roteiro de Lost Highway, junto a Barry Gifford, eu estava obcecado com o julgamento de O. J. Simpson. Embora não tivesse conversado a respeito com Barry, acho que o filme acabou associado ao caso.
O que me surpreendia em O. J. Simpson era a sua capacidade de sorrir e dar risadas. E conseguia jogar golfe despreocupadamente. Eu me perguntava como é que alguém que tinha feito aquele tipo de coisa podia continuar vivendo. E foi então que descobrimos esse termo psicológico fenomenal - "fuga psicogênica" - que descreve o evento no qual a mente se ilude para escapar do horror. Eis porque de certo modo Lost Highway gira em torno disso. E também sugere que nada pode ficar escondido para sempre.


MULHOLLAND DRIVE

Originalmente, Mulholland Drive era para ser um seriado de televisão. Nós o filmamos como um piloto, com o final em aberto para fazer com que o público quisesse continuar assistindo.
Fiquei sabendo que o filme foi assistido às seis da manhã pelo homem da ABC, o responsável pela decisão de torná-lo ou não um seriado. Disseram-me que o assistiu enquanto tomava café, andando pela sala e falando ao telefone. E ele odiou o que viu; achou enfadonho. Assim, rejeitou o projeto.
Depois, felizmente, tive a chance de torná-lo um filme. Mas eu estava sem idéias.
Ninguém usa a meditação para obter idéias. O que se faz é expandir o reservatório e sair dele revigorado, com muita energia e aberto para as idéias que virão.
Mas nesse caso em particular, com pouco tempo para transformar o piloto em filme, comecei a meditar e em 10 minutos lá estavam as idéias, em algum lugar. Essas idéias chegaram como um colar de pérolas. E entraram no meio, no começo e no fim. Eu me senti abençoado. Mas foi a única vez que me aconteceu durante uma meditação.


A CAIXA E A CHAVE

Não faço idéia do que sejam.



(LYNCH, David. Em águas profundas: criatividade e meditação. Trad. port. Márcia Frasão. Rio de Janeiro: Gryphus, 2008.)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mostra Musical



No Laboratório de Audio e Video 2 (ao lado do auditório):



Dia 05/02/10 (Sexta-Feira)
16 Horas


O Mágico de Oz


Sinopse: Após um tornado em Kansas, Dorothy vai parar com sua casa e seu cachorro na fantástica Oz, onde as coisas são coloridas, bonitas e mágicas. Porém, o seu maior desejo é retornar de volta para casa, para isso ele deve encontrar um mágico, que lhe mostrará como realizar esse seu desejo. Para chegar até ele, contudo, Dorothy viverá uma aventura inesquecível através do caminho de tijolos amarelos.

Ficha Técnica:

Título Original: The Wizard of Oz
Duração: 101 minutos.
País de Origem: EUA
Ano de Lançamento: 1939
Direção: Victor Fleming




Dia 12/02/2010 (Sexta-Feira)
16 Horas



Mary Poppins

Sinopse: Londres, 1910. Um banqueiro, George Banks (David Tomlinson), resolve redigir um anúncio pedindo uma babá, após Michael (Matthew Garber) e Jane (Karen Dotrice), seus filhos, mais uma vez sumirem e fazerem Katie Nanna (Elsa Lanchester), a babá, pedir demissão. Tentando controlar a situação Winifred (Glynis Johns), a mulher de George, faz tudo para acalmar o marido, mas sua cabeça está voltada para a defesa dos direitos da mulher. As crianças também escreveram um anúncio, que difere bastante da babá que George pensa em contratar, tanto que depois de lê-lo o rasga em oito pedaços e joga na lareira, por tê-lo achadofantasioso demais. Porém, os pedaços de papel milagrosamente voam juntos até uma nuvem próxima, onde está uma pessoa muito especial: Mary Poppins (Julie Andrews). No outro dia chegam muitas candidatas para o cargo de babá, mas um vento misterioso as carrega antes de serem entrevistadas. Chega então Mary Poppins, que desce das nuvens até a casa dos Banks, usando um guarda-chuva mágico como pára-quedas. Ela conhece Mr. Banks e concorda em ficar com o trabalho. Michael e Jane ficam fascinados comMary Poppins, pois ela é exatamente a babá que sempre sonharam.

Ficha Técnica:

Título Original: Mary Poppins
Duração: 139 minutos
País de Origem: EUA
Ano de Lançamento: 1964
Direção: Robert Stevenson




Dia 26/02/2010 (Sexta-Feira)
16 Horas


O Homem de Palha


Sinopse: Uma jovem garota desaparece misteriosamente. Investigando, o Sargento Howie (Edward Woodward) viaja para uma remota ilha escocesa onde conhece o estranho Lord Summerisle (Christopher Lee), um líder religioso da pequena comunidade. Ele descobre uma comunidade secreta que realiza bizarros rituais pagãos. Provocativo filme de Anthony Shaffer, que muitos fãs e críticos consideram uma obra prima do moderno cinema de horror. Refilmado por Neil LaBute em 2006.

Ficha Técnica:

Título Original: The Wicker Man
Duração: 88 minutos.
País de Origem: Inglaterra
Ano de Lançamento: 1973
Direção: Robin Hardy


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


No Laboratório de Audio e Video 2 (ao lado do auditório):



Dia 08/01/10 (Sexta-Feira)
16 Horas



Ladrões de Bicicleta


Sinopse: Em Roma um trabalhador de origem humilde, Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani), é razoavelmente feliz e trabalha para sustentar a família. Precisando ter uma bicicleta para pegar um emprego, com sacrifício ele consegue recuperar a sua bicicleta, que estava empenhada. Entretanto ela é roubada, para seu desespero. Juntamente com seu filho Bruno (Enzo Staiola), Antonio a procura pela cidade. Como não consegue encontrá-la, ele resolve cometer o mesmo crime.


Ficha Técnica:

Título Original: Ladri di Biciclette
Duração: 93 minutos.
País de Origem: Itália
Ano de Lançamento: 1948
Direção: Vittorio De Sica




Dia 15/01/10 (Sexta-Feira)
16 Horas



Os Esquecidos


Sinopse: Nos subúrbios da Cidade do México um grupo de jovens delinqüentes passa os dias cometendo pequenos roubos. Um fugitivo de um reformatório, Jaibo (Roberto Cobo), por ser mais velho e experiente se torna o líder natural deles. Um dia, na companhia de Pedro (Alfonso Mejía), Jaibo se descontrola e espanca Julian (Javier Amézcua) até a morte, pois supostamente este o teria delatado. Pedro, que tem uma grande necessidade de carinho materno mas é ignorado por sua mãe (Estela Inda), carrega um sentimento de culpa por se considerar cúmplice de Jaibo, que se comporta como se nada tivesse acontecido. Jaibo ainda tenta seduzir a mãe de Pedro, que não lhe dá nenhuma abertura, fazendo com que o confronto entre Jaibo e Pedro seja algo inevitável.


Ficha Técnica:

Título Original: Los Olvidados.
Duração: 77 minutos.
Pais de Origem: México.
Ano de Lançamento: 1950.
Direção: Luis Buñuel.




Dia 22/01/10 (Sexta-Feira)
16 Horas



Os Incompreendidos


Sinopse: Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é o filho negligenciado de Gilberte Doinel (Claire Maurier), que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel (Albert Rémy) não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com seu amante. A situação se agrava quando Antoine, para justificar sua ausência no colégio, "mata" a mãe. Quando seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien o esbofeteia na frente de seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente seus pais culpam um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente. Lá sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite em uma gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine se desentende com um professor, que o acusa de plagiar Balzac. Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos.

Ficha Técnica:

Título Original: Les Quatre Cents Coups.
Duração: 99 minutos.
País de Origem: França.
Ano de Lançamento: 1959.
Direção: François Truffaut.




Dia 29/01/10 (Sexta-Feira)
16 Horas



Machuca


Sinopse: Chile, 1973. Gonzalo Infante (Matías Quer) é um garoto que estuda no Colégio Saint Patrick, o mais conceituado de Santiago. Gonzalo é de uma família de classe alta, morando em um bairro na área nobre da cidade com seus pais e sua irmã. O padre McEnroe (Ernesto Malbran), o diretor do colégio, inspirado no governo de Salvador Allende decide implementar uma política que faça com que alunos pobres também estudem no Saint Patrick. Um deles é Pedro Machuca (Ariel Mateluna) que, assim como os demais, fica deslocado em meio aos antigos alunos da escola. Provocado, Pedro é seguro por trás e um deles manda que Gonzalo o bata, que se recusa a fazer isto e ainda o ajuda a fugir. A partir de então nasce uma amizade entre os dois garotos, apesar do abismo de classe existente entre eles.

Ficha Técnica:

Duração: 120 minutos.
País de Lançamento: Chile/Espanha.
Ano de Lançamento: 2004.
Direção: Andrés Wood.







Endereço: Av. Luciano Carneiro, 345 - Fortaleza - Ceará

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MINHA FILOSOFIA

Querem saber como comecei a desenvolver minha filosofia? Foi assim: Minha mulher, ao convidar-me para provar o primeiro suflê de sua vida, deixou cair acidentalmente uma fatia dele no meu pé, fraturando com isso diversos artelhos. Médicos foram chamados, raios X tirados e, depois de examinado do tornozelo aos pés, mandaram-me ficar de cama durante um mês. Durante a convalescença, dediquei-me ao estudo dos maiores pensadores ocidentais - uma pilha de livros que eu havia reservado justamente para uma oportunidade dessas. Desprezando a ordem cronológica, comecei por Kierkegaard e Sartre e depois passei rapidamente para Spinoza, Hume, Kafka e Camus. Não me entediei nem um pouco, como supunha. Ao contrário, fiquei fascinado pela lepidez com que esses gênios demoliam a moral, a arte, a ética, a vida e a morte. Lembro-me de minha reação a uma observação (como sempre, luminosa) de Kierkegaard: "Toda relação que se relaciona consigo mesma (ou seja, consigo mesma) deve ter sido constituída por si mesma ou então por outra". O conceito trouxe lágrimas aos meus olhos. Puxa vida! - pensei - isso é que é ser profundo (Eu, por exemplo, sempre tive dificuldades na escola com aquele clássico tema de composição, "Meu dia no Zoológico".) É verdade que a frase continuava completamente incompreensível para mim, mas que importava isto, desde que Kierkegaard estivesse se divertindo? De súbito, convencido de que a metafísica era a obra que eu estava destinado a escrever, tomei papel de lápis e comecei a rascunhar minhas primeiras reflexões. O trabalho progrediu depressa, e em apenas duas tardes - com intervalo para uma soneca e para assistir a um desenho animado - conseguir completar a obra filosófica que, segundo espero, não será divulgada antes de minha morte ou até o ano 3000 (o que vier primeiro), e a qual me garantirá um lugar de honra entre os maiores pensadores da História. Eis aqui uma pequena amostra do tesouro intelectual que deixarei para a humanidade - ou pelo menos, até a chegada da arrumadeira.

1. Crítica do Horror Puro

Ao formular qualquer filosofia, a primeira consideração sempre deve ser: O que nós podemos conhecer? Isto é, o que podemos ter certeza de conhecer ou de saber que conhecemos, desde que seja algo connhecível, é claro. Ou será que já esquecemos e estamos apenas com vergonha de admitir? Descartes roçou o problema quando escreveu: "Minha mente nunca poderá conhecer meu corpo, embora tenha ficado bastante íntima de minhas pernas". E, antes que me esqueça, por conhecível não me refiro ao que pode ser conhecido pela percepção dos sentidos ou ao que pode ser captado pela mente, mas ao que se pode garantir ser Conhecido por possuir características que chamados de Conhecibilidade pelo conhecimento - embora todos esses conhecimentos possam ser ditos na frente de uma senhora.
Será que podemos realmente "conhecer" o Universo? Meu Deus, se às vezes já é difícil sairmos de um engarrafamento! O problema, no fundo, é: há alguma coisa lá? E por quê? E porque tem que fazer tanto barulho? Finalmente, não há dúvida de que uma característica da "realidade" é a de que lhe falta substância. Não quero dizer com isso que ela não tenha substância, mas apenas que lhe falta. (A realidade de que estou falando aqui é a mesma que Hobbes descreveu, só que um pouquinho menor.) Logo, o dito cartesiano "Penso, logo existo" seria melhor expresso na forma de "Olhe, lá vai Edna com o saxofone!". Do que se deduz que, para conhecer uma substância ou uma idéia, devemos duvidar dela e, ao duvidar, chegamos a perceber as características que ela possui em seu estado finito, as quais são "por si mesmas" ou "de si mesmas" ou de qualquer outra coisa que não tem nada a ver. Se isto ficou claro, podemos deixar a epistemologia de lado provisoriamente, e mudar de assunto.

2. A Dialética Escatológica como um Meio de Combater a Herpes

Podemos dizer que o universo consiste de uma substância, e a esta substância chamaremos de "átomos" ou, quem sabe, de "mônadas". Demócrito chamava-a de átomo. Leibnitz preferia "mônadas". Felizmente, os dois nunca se encontraram, se não teríamos pancadaria da grossa. Estas "partículas" foram acionadas por alguma causa ou princípio subjacente, ou talvez tenham apenas resolvido dar uma voltinha. O fato é que já é tarde para fazer qualquer coisa a respeito, exceto provavelmente escovar os dentes quatro vezes ao dia. Isto, naturalmente, não explica a imortalidade da alma. Não implica sequer a existência da alma nem chega a me tranquilizar quanto à sensação de estar sendo seguido por um guatemalteco. A relação causal entre princípio-motor (i.é., Deus, ou uma ventania) e qualquer conceito teológico do ser (em outras palavras, o Ser) é, segundo Pascal: "tão lúdrica que nem chega a ser engraçada". (Ou seja, Engraçada.) Schopenhauer chamou a isto "o vir-a-ser", mas seu médico diagnosticou-o simplesmente como alergia a penas de ganso. No fim da vida, Schopenhauer tornou-se amargurado por este conceito, ou talvez tenha sido pela sua crescente suspeita de que não era Mozart.

3. O Cosmos a 5 Doláres por Dia

O que é, então, o "belo"? A fusão da harmonia com a virtude? Ou da harmonia com qualquer outra coisa que apenas rima com virtude? Se tivesse fundido com um aláude, o mundo seria muito mais tranquilo. A verdade, como se sabe, é a beleza ou "o necessário". Isto é, o que e bom ou possui as características do "bom" resulta na "verdade". Se isto não acontecer, pode ter certeza de que a tal coisa não é bela, embora possa ser até à prova d'agua. Começa a me convencer de que tinha razão, e que tudo devia rimar com aláude. Ora bolas.

Duas Parábolas

Um homem aproxima-se de um castelo. Sua única entrada está guardada por hunos ferocíssimos que só o deixarão entrar se ele se chamar Julius. O homem tenta subornar os guardas, oferecendo-lhes o seu estoque de fígados e moelas de galinhas. Não recusam nem aceitam a oferta - apenas torcem o seu nariz como se ele fosse um saca-rolhas. O homem argumenta que precisa entrar no castelo, porque está levando uma ceroula limpa para o imperador. Os guardas dizem não outra vez e o homem começa a dançar charleston. Eles parecem apreciar sua agilidade, mas logo se irritam porque se lembram da maneira pela qual o governo está tratando os índios. Já sem fôlego, o homem desmaia e morre, sem nunca ter visto o imperador e devendo a uma loja de eletrodomésticos um piano que havia comprado a prazo.

*

Recebo uma mensagem para entregar a um general. Galopo, galopo e galopo, mas o quartel do general parece cada vez mais distante. De repente, uma pantera negra gigante salta sobre mim e devora meu coração e cérebro. É claro que isso estraga definitivamente a minha noite. Por mais que eu corra, já não consigo chegar ao general, o qual vejo a distância, de cuecas, murmurando a palavra "noz-moscada" contra seus inimigos.

Aforismos


É impossível encarar a própria morte objetivamente e assoviar ao mesmo tempo.

*

O Universo não passa de uma idéia passageira na mente de Deus - o que é um pensamento duplamente desagradável se você tiver acabado de pagar a entrada da sua própria casa.


*

Não há nada de mal com a vida eterna, desde que você esteja convenientemente vestido para ela


*

Imaginem se Dionísio ainda estivesse vivo! Onde iria comer?


*

Não apenas não existe Deus, como tenta encontrar um bombeiro num fim de semana.






(ALLEN, Woody. Cuca fundida. Trad. port. Ruy Castro. Porto Alegre: L&PM, 2006.)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mostra Woody Allen


No Auditório do Centro de Humanidades da UECE
:


Dia 02/10/09 (Sexta-Feira)
16 Horas



Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo*
*Mas tinha medo de Perguntar

Sinopse: Woody Allen ultrapassa as fronteiras da comédia consolidando sua sensibilidade tresloucada e sua irreverência maliciosa e divertida com a crescente predisposição para o humor visualmente cativante. Allen revela-se um cineasta "inteligente, sofisticado e com visão cômico." Allen arrasa com diversas vinhetas hilárias que satirizam as questões mais complicadas da sexualidade! Os afrodisíacos mostram-se eficazes para um bobo da corte (Allen) que consegue a chave do coração da Rainha (Lynn Redgrave), mas que descobre que a chave do seu cinto de castidade poderia ser mais útil. Atos não naturais tornam-se selvagens e felpudos quando um bom doutor (Gene Wilder) apaixona-se por uma caprichosa ovelha. Jack Barry trabalha com o fetichismo em 20 perguntas num show de TV maluco chamado "Qual Minha Perversão?" A pesquisa sobre a sexualidade é vista à luz do microscópio quando um cientista louco (John Carridine) libera um seio monstruoso e predador. E o absurdo atinge seu clímax com Tony Randall, Burt Reynolds e Allen como espermatozóides... refletindo sobre a ejaculação!

Ficha Técnica:

Título Original: Everything You Always Wanted to Know About Sex * But Were Afraid to Ask
Duração: 87 minutos
País de Origem: EUA
Ano de Lançamento: 1972
Direção: Woody Allen



Dia 09/10/09 (Sexta-Feira)
16 Horas

Annie Hall

Sinopse: Alvy Singer (Woody Allen), um humorista judeu e divorciado que faz análise há quinze anos, acaba se apaixonando por Annie Hall (Diane Keaton), uma cantora em início de carreira com uma cabeça um pouco complicada. Em um curto espaço de tempo eles estão morando juntos, mas depois de um certo período, crises conjugais começam a se fazer sentir entre os dois.

Ficha Técnica:

Título Original: Annie Hall
Duração: 93 minutos
País de Origem: EUA
Ano de Lançamento: 1977
Direção: Woody Allen



Dia 16/10/09 (Sexta-Feira)
16 Horas

Zelig

Sinopse:
Um pseudo-documentário sobre a vida de Leonard Zelig (Woody Allen), o homem-camaleão, que tinha o dom de modificar a aparência para agradar as outras pessoas.
Ficha Técnica: Título Original: Zelig
Duração: 79 minutos
País de Origem: EUA
Ano de Lançamento: 1983
Direção: Woody Allen



Dia 23/10/09 (Sexta-Feira)
16 Horas

Desconstruindo Harry

Sinopse:
Harry Block (Woody Allen) é um escritor que costuma contar sua problemática vida pessoal em seus livros, em especial as crises emocionais. Com isso, acaba criando personagens que são retratos de pessoas próximas - ex-esposas, amantes, filho, (ex) amigos. E, como esses retratos costumam ser "maldosos", essas pessoas o odeiam. Às vésperas de uma homenagem numa universidade, ele passa por um bloqueio criativo, problemas pessoais e amorosos. Numa mistura de realidade e ficção, ele passa a interagir com cenas de suas histórias, e percebe como afetou a vida de suas ex-esposas, do filho, das amantes.

Ficha Técnica:

Título Original: Deconstructing Harry
Duração: 96 minutos
País de Origem: EUA
Ano de Lançamento: 1997
Direção: Woody Allen



Dia 30/10/09 (Sexta-Feira)
16 Horas


Match Point

Sinopse: Um tenista profissional irlandês é acolhido no seio de uma família de alta sociedade inglesa, recebe um cargo em sua empresa e se casa com sua filha. Sua relação com a família é afetada quando vive uma aventura amorosa com a ex-noiva de seu cunhado, uma jovem e sedutora norte-americana que procura inutilmente espaço em Londres como atriz.

Ficha Técnica:

Título Original: Match Point
Duração: 123 minutos
País de Origem: EUA/Inglaterra
Ano de Lançamento: 2005
Direção: Woody Allen




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